A Academia Sergipana de Letras completa 97 anos. Foi criada após uma dissidência com a Hora Literária e instalada em 1º de junho de 1929. É a Casa de Tobias Barreto, patrono da cadeira nº 1. Sua co-irmã mais antiga foi a Hora Literária, fundada em 17 de julho de 1927, que já não existe mais.
Organização: Com base no modelo da Academia Francesa e da Academia Brasileira de Letras, são 40 cadeiras. Consequentemente, são 40 patronos e 40 ocupantes.
Patronos: Destes, destaco os pensadores e filósofos que fundaram o pensamento filosófico do Brasil na chamada Escola do Recife: Tobias Barreto, Sílvio Romero, Fausto Cardoso e Gumersindo Bessa.
Finalidade: Conforme o estatuto, a Academia tem por finalidade a promoção da cultura, a defesa e a conservação do patrimônio histórico e artístico, bem como a promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais.
Símbolo: A logomarca é uma coroa de louros formada por dois ramos presos por um laço de fita. Ao centro, o mapa de Sergipe com a divisa Dare lumina Terris, que significa “Dar luz às terras”, encimado por uma estrela pentagonal. Representa as luzes da terra de Sergipe rompendo com o atraso e com as trevas, trazendo desenvolvimento. É a passagem do arcaico para a idade das luzes, como no Renascimento, pelas mãos de seus mais nobres pensadores.
Membros: Pela Academia já passaram governadores, senadores, desembargadores, juízes, escritores e poetas. Hoje temos como presidente José Anderson Nascimento, que vem atuando à frente da Casa.
Cadeira nº 24: A cadeira 24 é ocupada por mim. Sou natural do povoado Alagadiço, município de Frei Paulo.
- Patrono: Pedro Ribeiro Moreira
- Fundador: Padre Júlio Ferreira de Albuquerque
- 1º sucessor: Josué Tabira da Silva
- 2º sucessor: Dom José Brandão de Castro
- 3º sucessor: João Oliva Alves
- Atual ocupante: Antônio Porfirio de Matos Neto
Fui eleito em 23 de setembro de 2019, na sucessão do imortal João Oliva Alves. Tomei posse em 21 de novembro de 2019, recepcionado em sessão solene pelo acadêmico ex-governador José Gilton Pinto Garcia.
Nesses 97 anos de trajetória, a Academia vem desenvolvendo seu papel nas letras e na cultura de Sergipe. Cada cadeira carrega a memória de grandes nomes que construíram nossa identidade e que continuam construindo, pois seguem sendo preenchidas por novos acadêmicos. Sinto-me honrado em fazer parte desse seleto grupo e dar continuidade a esse legado.
Antonio Porfirio de Matos Neto
Membro da Academia Sergipana de Letras, ocupando a cadeira número 24


