{"id":14930,"date":"2025-06-04T18:27:18","date_gmt":"2025-06-04T21:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/ocoerente.com.br\/se\/?p=14930"},"modified":"2025-06-04T18:27:20","modified_gmt":"2025-06-04T21:27:20","slug":"a-vida-no-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ocoerente.com.br\/se\/2025\/06\/04\/a-vida-no-interior\/","title":{"rendered":"A vida no interior"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luiz Eduardo Oliveira<br>Doutor em Sa\u00fade e Ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nasci e cresci na capital do meu estado, Sergipe, e o contato com a vida no interior come\u00e7ou muito cedo. Tudo por conta de um costume comum \u00e0 \u00e9poca, quando os pais de fam\u00edlia numerosa \u201centregavam\u201d um ou mais filhos para parentes que n\u00e3o tinham ou que queriam mais um.&nbsp; Assim come\u00e7ou nossa rela\u00e7\u00e3o com meus tios e padrinhos e com o interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Meus pais, Augusto C\u00e9sar e Enelita Melo, tiveram 11 filhos, sendo que um morreu aos dois anos, v\u00edtima da cabe\u00e7ada de um bode que meu pai criava no quintal. Isso s\u00f3 soube na adolesc\u00eancia pois era um assunto que minha m\u00e3e n\u00e3o gostava de falar. O fato \u00e9 que mesmo com 10 filhos vivos ela ainda demonstrava carinho especial para com ele, o Luiz Carlos, que nem por foto conheci.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nossos pais sempre trabalharam muito, seja \u201cfazendo\u201d filhos ou no dia-a-dia para nos dar o que comer. Poucos foram os momentos em que os vi saindo para \u201cse divertir\u201d, acho que somente no sexo os dois tenham \u201cbrincado\u201d juntos. O fato \u00e9 que a rotina de trabalho, na bodega, era intensa. Minha m\u00e3e nunca foi uma mulher de esperar por meu pai e vice-versa. Acordavam cedo, muito cedo, e a atividade laboral era constante. Enquanto nosso pai \u201cabria\u201d o armaz\u00e9m, nossa m\u00e3e preparava o caf\u00e9 e os bolos que seriam vendidos durante o dia.&nbsp; Da\u00ed em diante, os dois se reversavam nas atividades do com\u00e9rcio e da casa. Enquanto um fazia compras para abastecer o armaz\u00e9m o outro ficava no local.&nbsp; Invariavelmente nossa m\u00e3e tinha atividade dupla, tripla, qu\u00e1drupla, sei l\u00e1 o que mais, seja colocando os filhos para a escola, seja \u201colhando\u201d a cozinha ou mesmo fiscalizando o nosso pai nos \u201catendimentos\u201d \u00e0s clientes. O \u201cvelho\u201d n\u00e3o era de brincadeira&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, nossos tios do interior, de vez em quando, vinham \u00e0 capital para alguma atividade comercial e nessas idas e vindas sempre brincavam com meus pais, solicitando um dos filhos, homens, no sentido de deixar passar um tempo com eles, pois logo \u201ctrariam de volta\u201d. Isso era um al\u00edvio para meus pais. &nbsp;Uma vez era eu e na outra era meu irm\u00e3o mais velho, nossas diferen\u00e7as na escala et\u00e1ria era, e \u00e9, de 03 anos. Meus pais fizeram filhos \u201cum atr\u00e1s do outro\u201d. Soube, j\u00e1 na minha adolesc\u00eancia, que o escolhido tinha sido o meu irm\u00e3o pelo fato de ser um pouco mais velho e dar menos trabalho no cuidado. Coisa do destino ou provid\u00eancia divina. Enfim, meu irm\u00e3o, nessas \u201cmiss\u00f5es\u201d, dos meus tios em Aracaju, foi o escolhido e o Jo\u00e3o acabou ficando por l\u00e1, no interior. J\u00e1 adulto soube que isso provocou problemas para ele, mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria. Ele, depois de algumas terapias e an\u00e1lises, aliadas com boa vontade, tornou-se um ser humano excepcional de bom, resolvido e que soube superar as adversidades. Hoje somos parceiros em viagens e confid\u00eancias, algumas complicadas e que evito contar at\u00e9 para mim, mas partilhamos de muitas conversas pessoais. H\u00e1 uma parte nesse percurso que nunca ficou esclarecida direito, mas o fato \u00e9 que o Jo\u00e3o Marcos, ficou por l\u00e1 e ele foi a nossa conex\u00e3o com o interior.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo foi passando e as atividades di\u00e1rias foram demandando novas rela\u00e7\u00f5es em fam\u00edlia, afinal os nossos tios tronaram-se pais de meu irm\u00e3o. &nbsp;Como eles continuaram a comparecer \u00e0 nossa casa, na capital, o contato com o nosso irm\u00e3o proporcionava motivos para algumas brigas, que logo eram resolvidas, seja porque ele logo voltaria ou porque n\u00e3o t\u00ednhamos tempo e nem vontade de continuar \u201cde mal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed os anos letivos come\u00e7aram, com \u201cparadas\u201d para o descanso de junho e nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando t\u00ednhamos um per\u00edodo maior de f\u00e9rias.&nbsp; Em uma dessas chegadas dos meus tios \u00e0 nossa casa, passei a frequentar a vida no interior para \u201cbrincar\u201d com meu irm\u00e3o e passar as f\u00e9rias.&nbsp; Que tempo bom, a vida na ro\u00e7a era cheia de surpresas e de atividades, por\u00e9m, al\u00e9m de brincar n\u00e3o deix\u00e1vamos de \u201cajudar\u201d e cumprir com as tarefas passadas pelos \u201cpais de meu irm\u00e3o\u201d. Havia respeito pelos dois.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 no interior, em Sim\u00e3o Dias, na ro\u00e7a, eles viviam em uma casa simples, sem energia el\u00e9trica, onde \u00e0 noite faz\u00edamos uso de candeeiros que eram colocados dentro dos quartos e usados somente quando necess\u00e1rio. Na cozinha tinha um forno \u00e0 lenha que al\u00e9m de cozinhar, servia para aquecer e para algumas conversas em torno do fog\u00e3o \u00e0 lenha. No teto sempre havia algumas cascas de laranja que faz\u00edamos quest\u00e3o de peg\u00e1-las e descasc\u00e1-las o mais inteira poss\u00edvel para depois arremess\u00e1-las com o objetivo de fix\u00e1-las no lugar mais alto daquele teto baixo. Algumas passavam anos penduradas e ficavam extremamente secas.&nbsp;&nbsp; Pelas frechas no telhado era poss\u00edvel ver, durante o dia, raios de luz que pareciam flechas. Havia um tanque, dentro da casa que armazenava \u00e1gua da chuva e servia para tudo, inclusive para o banho, geralmente ao final do dia. Um banheiro dentro de casa onde tom\u00e1vamos banho de cuia e outro fora onde faz\u00edamos nossas \u201cnecessidades\u201d humanas, mas nem sempre, pois quando est\u00e1vamos pelo s\u00edtio, era por l\u00e1 mesmo que resolv\u00edamos essas quest\u00f5es fisiol\u00f3gicas, fazendo uso de folhas para \u201climpar o servi\u00e7o\u201d.&nbsp; Uma mesa grande com lugares hierarquicamente estabelecidos, em especial os locais onde ficavam meus tios, e outros que eram compartilhados entre os visitantes e empregados e onde nos met\u00edamos, eu e meu irm\u00e3o.&nbsp; Havia ainda uma dispensa que de vez em quando eu entrava escondido e onde eram guardadas as rapaduras e alguns doces caseiros.&nbsp; Um alpendre grande na parte da frente e um quintal ainda maior cercado por varas, para as necessidades da casa. Para ter acesso \u00e0 casa era necess\u00e1rio passar por uma cancela que ostentava um chocalho grande na ponta. O abrir e o fechar daquela cancela significava muito para mim. Ela me colocava seguro na casa da ro\u00e7a e abria um mundo de possibilidades quando me empurrava para o lado de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o dia, perambular pelos pastos era o grande aprendizado. Primeiro, logo cedinho, depois de ouvir o cocoricar do galo, era necess\u00e1rio parar no curral para tomar o leite quente, direto da vaca. Faz\u00edamos quest\u00e3o de estar presentes para ver o vaqueiro Dino entrela\u00e7ar as pernas das vacas e com maestria sacar o leite de forma sequenciada e r\u00e1pida. O barulho do leite ao cair no vaso de alum\u00ednio ainda ressoa na minha mente. Os bezerros, de v\u00e1rios tamanhos e cores, berravam incessantemente. Tentei algumas vezes sacar o leite escondido nos \u00faberes das vacas e demorei a \u201cpegar a manha\u201d. Correr atr\u00e1s do que brincar, seja usando um carro de m\u00e3o e transform\u00e1-lo em um carro de bois ou utilizar os bichos e plantas como confidentes e parceiros nas perip\u00e9cias, era a nossa miss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No engenho, bem pr\u00f3ximo \u00e0 casa, al\u00e9m de presenciar a moagem da cana, aprend\u00edamos, de maneira l\u00fadica, sobre a import\u00e2ncia do trabalho coletivo para a realiza\u00e7\u00e3o da convers\u00e3o do caldo de cana em rapadura. Os bois em atividade cont\u00ednua e girando sempre na mesma dire\u00e7\u00e3o extraiam o caldo da cana que passava pelas prensas. De um lado, o caldo, do outro, o baga\u00e7o que era reaproveitado para o gado ou para queimar.&nbsp; O caldo era coberto com um pano para afastar os insetos, \u201cjogado\u201d em um tacho grande e posto no fogo, por horas, sendo necess\u00e1rio, de vez em quando, uma colher grande, para retirar a borra. &nbsp;As abelhas estavam sempre por perto. Depois de horas, o caldo grosso era colocado em uma t\u00e1bua com v\u00e1rias divis\u00f5es onde, depois de um tempo, transformava-se em rapadura.&nbsp; Uma pequena parte servia como \u201cpuxa\u201d e ap\u00f3s v\u00e1rias puxadas, convertiam-se em esculturas doces, com cor branca ou amarelo ouro, a gosto do artista.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00ednhamos a op\u00e7\u00e3o em acompanhar nosso tio \u201cSinh\u00f4\u201d nos trabalhos da fazenda ou \u201cna rua\u201d, local onde ficava a casa, na sede do munic\u00edpio.&nbsp; Na fazenda, a cavalo, o trabalho era duro e logo pela madrugada, sa\u00edamos para \u201cajudar\u201d a olhar o gado, para acompanhar o conserto de uma cerca, para olhar os empregados \u201ctocar fogo no mato\u201d.&nbsp; Na \u201crua\u201d, sempre \u00e0s quartas-feiras, era o momento de caminhar pela cidade ou mesmo brincar pela casa, que tamb\u00e9m era grande. Aos s\u00e1bados era o dia da feira, onde sempre passava uma boa parte do tempo, mesmo sem muito dinheiro, quase nenhum, mas era o local onde via muita gente, muitos produtos interessantes como dentaduras vendidas em um cesto, onde presenciava uma grande quantidade de pessoas que tomavam caf\u00e9, almo\u00e7avam, paqueravam e onde podia encontrar meus bois de barro, cada um mais bonito que o outro.&nbsp; Comprei alguns e mantive com eles, uma rela\u00e7\u00e3o bastante positiva, pois cheguei a ser dono de bois \u201cvaliosos\u201d, fortes e que me colocavam em situa\u00e7\u00e3o de \u201cprest\u00edgio\u201d. Nem sabia o que isso significava realmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na rua ou na ro\u00e7a, banho s\u00f3 um \u00e0 tardinha, por falta de tempo ou para n\u00e3o deitar sujo. A fiscaliza\u00e7\u00e3o era feita por minha tia ou por uma senhora chamada Danielze, que tamb\u00e9m compartilhava muitas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 noite, na fazenda, nos reun\u00edamos para uma conversa com temas livres, pude ver, por v\u00e1rias vezes, minha tia Mariana todo dengosa fazendo cafun\u00e9 em meu tio Sinh\u00f4, que at\u00e9 fechava os olhos, sem estar dormindo. Pude observar tamb\u00e9m que em algumas vezes a mo\u00e7a que l\u00e1 trabalha, a pedido da minha tia, fazia um banho de escalda p\u00e9s em meu tio. O cafun\u00e9 somente minha tia tinha autoridade e intimidade para praticar.<\/p>\n\n\n\n<p>As festas \u201cna rua\u201d pareciam coincidir com a minha presen\u00e7a l\u00e1 no interior, sem saber que eram os meses das festas juninas e das festas de fim de ano. Em junho tamb\u00e9m era o anivers\u00e1rio de meu irm\u00e3o, o Jo\u00e3o, e \u00edamos para l\u00e1 comemorar e por l\u00e1 eu ficava para aproveitar as f\u00e9rias. As festas, at\u00e9 hoje, est\u00e3o registradas na minha mem\u00f3ria e sempre \u201cme pego\u201d realizando muitas voltas na pra\u00e7a, rodando em torno da igreja matriz, Nossa Senhora Santana, com algumas paradas no coreto que ficava ao lado da igreja. Havia roda gigante, hoje t\u00e3o pequena diante das existentes, barco com cordas que eram puxadas com toda a for\u00e7a para que f\u00f4ssemos ao ponto mais alto poss\u00edvel, o lan\u00e7a argolas com direito a alguns brindes, tiro ao alvo, as comidas da \u00e9poca e as m\u00fasicas colocadas nos alto-falantes para toda a pra\u00e7a e imedia\u00e7\u00f5es. As m\u00fasicas de Roberto Carlos faziam o maior sucesso. L\u00e1, no interior de Sergipe, onde os habitantes eram conhecidos como capa-bodes, vivi uma parte significativa do meu crescimento como ser humano. Fecho os olhos e vejo constru\u00e7\u00f5es e cen\u00e1rios que n\u00e3o mais existem, mas casa \u201cda rua\u201d continua por l\u00e1, ainda resistindo ao crescimento da cidade. A casa da fazenda tamb\u00e9m ainda \u201cest\u00e1 de p\u00e9\u201d, mas o engenho j\u00e1 n\u00e3o existe.&nbsp; Tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o por l\u00e1, e nem por aqui, os meus tios, os nossos pais, e nem a nossa inoc\u00eancia. Ficaram os momentos vividos, as li\u00e7\u00f5es apreendias e a saudade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Eduardo OliveiraDoutor em Sa\u00fade e Ambiente Nasci e cresci na capital do meu estado, Sergipe, e o contato com a vida no interior come\u00e7ou muito cedo. 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