Sergipe escreveu, nesta terça-feira, 30, um novo capítulo de sua história educacional. Com a sanção da lei pelo governador Fábio Mitidieri, nasce oficialmente a Universidade Estadual de Sergipe (Unese), iniciativa que rompe uma lacuna no ensino superior público e coloca o estado em outro patamar. Até então, Sergipe figurava entre as poucas unidades da federação sem um sistema próprio de educação superior, ao lado de Acre e Rondônia, realidade que agora fica no passado.
Mais do que uma nova instituição, a Unese surge como um projeto de futuro. Pensada para dialogar diretamente com as demandas do século XXI, a universidade será orientada pelas vocações econômicas sergipanas e pelas transformações do mercado de trabalho. Tecnologia, energias renováveis, petróleo e gás, educação e serviços estão no centro da proposta, que busca formar profissionais preparados para impulsionar o desenvolvimento local e regional.
Com estrutura jurídica de autarquia e vinculada à Secretaria de Estado da Educação (Seed), a Unese inicia sua trajetória com a oferta de sete cursos estratégicos nas áreas de inovação, computação, tecnologias da informação e energia. A previsão é que as primeiras turmas entrem em sala de aula no primeiro semestre de 2027, após a realização do vestibular programado para o fim de 2026.
Ao sancionar a lei, o governador Fábio Mitidieri destacou o ritmo acelerado da implantação do projeto e o compromisso da gestão com a educação pública. Segundo ele, a aprovação pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e a sanção imediata demonstram a prioridade dada à universidade, com a meta de antecipar etapas para garantir o início do processo seletivo no próximo ano.
“A Assembleia Legislativa, ontem, aprovou a criação da nossa universidade estadual, a Unese, e, hoje, estamos sancionando. Vamos correr contra o tempo para que no final do ano que vem já tenhamos o primeiro vestibular”, comemorou o governador.
A universidade reservará 80% de suas vagas para estudantes da rede pública, ampliando o acesso ao ensino superior e fortalecendo a inclusão. O secretário de Estado da Educação e vice-governador, Zezinho Sobral, reforçou o caráter social da Unese. Ele explicou ainda que o próximo passo é a autorização do Conselho Estadual de Educação, responsável por regulamentar o funcionamento da nova instituição.
“Ao finalizar seu terceiro ano, o governador entrega o projeto de lei sancionado da universidade e a autorização para o Conselho Estadual de Educação. É por meio do Conselho que o Estado pode deliberar sobre o ensino superior. Dessa maneira, vamos poder regular aqui no Estado todo o trabalho da universidade. Detalhe importante é que a Unese terá reserva de vagas de 80% para alunos das escolas públicas. Ainda não é 100%, mas já é uma linha”, destacou Zezinho.
Com a criação da Unese, Sergipe não apenas inaugura uma universidade, mas lança as bases para um projeto duradouro de formação, inovação e desenvolvimento, colocando a educação superior pública como protagonista na construção do futuro do estado.
Por Redação
Foto: Arthur Soares/ASN
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